Concluída a série de filiações e trocas de legenda em meio à janela partidária, políticos e partidos devem voltar suas atenções agora para os últimos acertos sobre as montagens de chapas para deputado federal e estadual. Essas costumam ser finalizadas antes das chapas majoritárias, que devem ser definidas às vésperas do prazo previsto pelo calendário eleitoral, entre julho e agosto.
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Além disso, parlamentares que almejam cargos mais elevados devem intensificar os esforços para consolidar as pré-candidaturas. Entre os 22 deputados federais do Ceará, pelo menos cinco estão de olho em outra Casa Legislativa: o Senado.
Desses, ao menos quatro – no atual cenário – não planejam disputar a reeleição para o mesmo cargo e confirmam a pré-candidatura a senador ou senadora. Entram nessa lista os deputados Eunício Oliveira (MDB); José Guimarães (PT); Júnior Mano (PSB) e Luizianne Lins (Rede).
Outro deputado, Mauro Benevides Filho (União), já manifestou o interesse de poder disputar uma vaga no Senado. O parlamentar deixou o PDT para poder apoiar Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo Governo do Estado e viu, com a filiação ao União Brasil, a possibilidade de disputar uma vaga de senador se tornar mais próxima.
No caso dos deputados estaduais, pelo menos sete são cotados a uma vaga no Senado ou na Câmara Federal. Alcides Fernandes (PL) é o nome apontado pelo PL para concorrer a senador pela chapa que deve ser liderada por Ciro Gomes. Porém, ele não é o único no partido de olho no Senado: a vereadora de Fortaleza, Priscila Costa, também é pré-candidata à senadora.
Dos 46 deputados na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), ao menos cinco confirmam que irão disputar uma vaga de deputado federal. São eles: Carmelo Neto (PL); Fernando Santana (PT); Lucinildo Frota (PL); Romeu Aldigueri (PSB) e Stuart Castro (Republicanos). No Psol, o deputado Renato Roseno é cotado para representar o partido na chapa de deputado federal.
Além de deputados estaduais que podem tentar outro cargo, há aqueles que devem abrir mão da reeleição e dar espaço a outro nome do seu grupo político e/ou familiar. Outra possibilidade é a formação das famosas “dobradinhas”, com o atual deputado estadual indo disputar como deputado federal e lançar um aliado para sua vaga na Alece.
Um caso já confirmado é o de Alysson Aguiar (PCdoB). A vaga dele deve ficar disponível para o irmão, Gadyel Gonçalves (PT), que se desincompatibilizou do cargo que tinha na Superintendência de Obras Públicas (SOP) do Ceará e é pré-candidato a deputado estadual.
Mais um caso é o do deputado Oriel Nunes (PT). A cunhada dele, a ex-prefeita do Icó e ex-deputada Laís Nunes (PT) deve buscar um novo mandato na Alece.
Oficialmente, conforme determina o calendário eleitoral, os partidos e as federações partidárias deverão definir entre 20 de julho a 5 de agosto – durante as convenções partidárias – quais serão seus candidatos e para quais cargos irão concorrer nas eleições deste ano.
INCERTEZAS SOBRE DESTINO DOS SENADORES EM 2026
Sobre os representantes do Ceará no Senado, é em torno desses onde estão as maiores dúvidas e especulações. Eduardo Girão (Novo) é quem tem o destino mais certo. Ele é pré-candidato ao Governo do Estado, representando uma ala da oposição e da direita que não quer apoiar Ciro Gomes.
Cid Gomes (PSB) tem dito que não quer tentar a reeleição para o Senado e não vai tentar um novo cargo neste ano. Ele apoia o deputado federal Júnior Mano (PSB) para ocupar sua vaga. Entretanto, aliados seguem defendendo que Cid seja novamente candidato ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT).
Já o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT), que retornou ao mandato de senador na última semana, afirma que vai trabalhar para apoiar as reeleições de Elmano e Lula (PT). Apesar disso, o próprio presidente, em declarações recentes, sugeriu que Camilo poderá ser candidato, sem dizer a que cargo. As falas, no entanto, alimentam rumores de que o ex-governador pode ir para disputa novamente pelo Palácio da Abolição.


