Oscar Magrini até disse que sua saída foi tranquila, mas depois contou detalhes obscuros dos bastidores dos folhetins.
Você provavelmente já viu Oscar Magrini em diversas produções da TV Globo. O que poucos sabem é que o ator causou no set de Vila Madalena e foi demitido por justa causa, mas retornou a emissora e só saiu de vez anos depois. No entanto, por trás desta história existem detalhes muito mais obscuros: de etarismo no trabalho ao famoso “teste do sofá”.
Graças ao sucesso como Ralf em O Rei do Gado e Gustinho em Torre de Babel , o ator foi convidado para viver Aricanduva em Vila Madalena – e daí para frente tudo deu errado. Em fevereiro de 2000 ele foi demitido por conta de suas faltas e atrasos nas gravações, além de ter chegado a se recusar a fazer uma cena.
Na filmagem em questão, Oscar teria que chamar outro personagem de gay e apanhar dele, mas recusou porque não queria xingar o ator, que era negro. Ele acreditava que isso seria um mau exemplo para o público.
Divulgação/TV Globo
Depois da polêmica, Matilde Mastrangi, esposa do ator, chegou a defendê-lo das acusações. “É uma injustiça. Ele não gravou porque não recebeu roteiro. E também se constrangeu com a cena“, disse em entrevista à IstoÉ.
Na época, ele realmente atribuiu os problemas aos atrasos na entrega dos roteiros. Então, com sua saída, seu personagem na novela teve um desfecho improvisado e meio duvidoso: desistiu do casamento e fugiu, porque já era comprometido com outra mulher.
Oscar Magrini chegou a afirmar nesse meio tempo que sua saída da emissora foi tranquila, tanto que voltou à Globo três anos depois e participou de sucessos como Paraíso Tropical (em 2007), Insensato Coração (em 2011) e A Dona do Pedaço (em 2019). Depois disso, ele foi para a Record e fez Gênesis (de 2021). Mas se você acha que essa polêmica com a Globo teve um fim, está muito enganado.
Teste do sofá na Globo
Sua saída definitiva da emissora após a breve participação em A Dona do Pedaço aconteceu por um motivo bem mais “tranquilo” do que em 2000: “Tenho que ir aonde tem trabalho. Eu sou um ator, meu ofício é a arte e eu vou fazer novela”, disse em entrevista ao programa Sensacional.
No entanto, apesar de apenas estar em busca de espeço em novos trabalhos, seus 30 anos de carreira e de tempo na Globo lhe renderam muitas experiências – e nem todas foram boas. Entre as vivências, ele destacou o assédio nos bastidores das gravações. “Só eu sei as cantadas que tomei e as coisas que aconteceram nessa época. […] Levava cantada, passada de mão“.

Reprodução/Instagram
E essa não foi a única vez que o ator falou sobre isso. Em live com Maria Zilda Bethlem, os dois veteranos da emissora resolveram expor a prática do famoso teste do sofá.
“Agora só faço pai e avô. Faço pai de marmanjo e marmanja. E daqui a pouco estou fazendo avô”, queixou-se o ator sobre a falta de espaço na TV. Foi então que a atriz resolveu soltar o verbo.
“Meu amor, mas eles acham que não dá Ibope. Dá Ibope quem tem like no YouTube, quem tem o pinto grande e quem dá o rabo para o diretor. Você sabe disso”, afirmou.
Magrini completou, afirmando que a troca de favores sexuais não garante o sucesso de um ator nas novelas. “Isso acontecia muito. Hoje em dia, sabe o que é? Mesmo se o cara for dar o rabo e colocar o garotão lá, e o garotão for uma merda. Ferrou. Sabe como funciona a rádio-peão: ‘Esse cara aqui quem colocou?’, ‘Fulano. É amiguinho de fulano’. Pronto! Já queimou a vida do cara”.
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Para completar, Maria Zilda, que foi casada com Roberto Talma, deixou claro que sabe cada detalhe de como são os bastidores da TV. “Você trabalhou na TV Globo muitos anos e eu também. Eu entrei na Globo em 1975. Você não vai dizer para mim que eu não sei como aquilo funciona. Até porque eu fui casada com diretor. Então, eu sei muito bem como aquilo funcionava“.
“Quartinho do pó”
O ator compartilhou uma experiência que viveu com Cleyde Yáconis no início de sua carreira. “Meu amigo disse: ‘Cleyde, ele quer fazer novela na Globo’. Ela não me conhecia. Em 1988, eu já era modelo. Ela olhou para mim e falou: ‘Para você entrar tem que passar no quartinho do PC'”, relembrou.
“Eu falei: ‘PC? Quem é?’. Ela: ‘É o quartinho do pó e do c*. Você cheira [cocaína]?’. Falei: ‘Não!’. ‘Você dá o c*?’. ‘Não!’. ‘Então, não vai entrar’. E ela deu risada. Uma senhora! Imagina?”.
Se você quer relembrar o papel de Oscar Magrini em O Rei do Gado, a novela está disponível para assinantes do Globoplay.