Enquanto a direita foi vista como vitoriosa na eleição municipal deste ano, mesmo com uma divisão de forças interna, a esquerda busca entender o tamanho do seu campo político e os desafios que tem para voltar a falar com parcelas relevantes da população. Nesta segunda (28), o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que o PT ainda está “na zona de rebaixamento” e tem um esforço de recuperação pela frente.
Quando somados, PT, PSB, PDT, PC do B, PV e Rede fizeram 748 prefeitos no primeiro e no segundo turnos, menos do que o PSD sozinho, que conquistou 887 municípios. O PSB de João Campos, reeleito no Recife, a legenda à esquerda que mais ganhou prefeituras (309), está em 7º nesse ranking; o PT do presidente Lula é o 9º.
Na conta de reflexões entram resultados como a vitória de Evandro Leitão (PT) em Fortaleza —que gerou um debate sobre alianças por causa do posicionamento do PDT no segundo turno— e a derrota de Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo —uma aposta do governo Lula, com envolvimento do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e ministros.
O Café da Manhã desta terça-feira (29) discute a cara da esquerda depois das eleições municipais. O colunista da Folha Celso Rocha de Barros analisa o presente e o futuro das alianças, das plataformas e das possibilidades dos partidos desse campo político no Brasil.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Laura Lewer, Lucas Monteiro e Paola Ferreira Rosa. A edição de som é de Thomé Granemann.




