O presidente da França, Emmanuel Macron, comemorou a queda do presidente sírio Bashar al-Assad. Para Macron, a saída de Assad do poder representa o fim de um “estado bárbaro”. A declaração foi na mesma linha do chanceler alemão, Olaf Scholz, que definiu a mudança de comando no país como “uma boa notícia”, já que Assad “oprimiu brutalmente seu próprio povo, tem inúmeras vidas em sua consciência e levou inúmeras pessoas a fugir”. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, por outro lado, pregou cautela e disse que seu país não vai se envolver com o conflito. Neste domingo, 8, foram dadas ordens para uma transição de poder na Síria, depois de rebeldes sírios tomarem a capital, Damasco, sem encontrar resistência das forças de segurança.
A postura de Trump foi inversa ao que disse Macron. Segundo o líder francês, “a França permanecerá comprometida com a segurança de todos no Oriente Médio”. “O estado bárbaro caiu. Finalmente. Presto homenagem ao povo sírio, à sua coragem, à sua paciência. Neste momento de incerteza, desejo-lhes paz, liberdade e unidade”, publicou, em seu perfil no X.
Para o presidente eleito dos Estados Unidos, o país “não deveria ter nada a ver com isso”.
“A Síria é um desastre, mas não é nossa amiga, e os Estados Unidos não deveriam ter nada a ver com isso. Esta não é a nossa luta. Vamos deixar (a situação) evoluir. Não vamos nos envolver”, publicou Trump, também nas redes sociais.
Na declaração emitida por Scholz, o chanceler teve posicionamento firme contra Assad. Para ele, “o que importa agora é que a lei e a ordem sejam rapidamente restauradas na Síria”.
“Bashar al-Assad oprimiu brutalmente seu próprio povo, tem inúmeras vidas em sua consciência e levou inúmeras pessoas a fugir da Síria, muitas das quais vieram para a Alemanha. O povo sírio sofreu terrivelmente. O fim do governo de Assad sobre a Síria é, portanto, uma boa notícia. O que importa agora é que a lei e a ordem sejam rapidamente restauradas na Síria. Todas as comunidades religiosas, todas as minorias devem desfrutar de proteção agora e no futuro. Uma solução política para o conflito na Síria de acordo com a Resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU ainda é possível”, afirmou Scholz
“Julgaremos os futuros governantes pela capacidade que eles têm de tornar possível que todos os sírios vivam com dignidade e autodeterminação, defendam a soberania da Síria contra interferências maliciosas de terceiros e vivam em paz com seus vizinhos”, completou o chanceler alemão.

Assad deixou a Síria neste domingo, 8, e deu ordens para uma transição de poder, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, horas após rebeldes sírios tomarem a capital, Damasco, sem encontrar resistência das forças de segurança.
Em um comunicado, o ministério afirmou que Assad deixou ordens para uma “transição pacífica de poder”. O texto afirma que a Rússia não participou da saída de Assad da Síria e não informa onde está o ditador agora.


