Animação representando um cadeado digital (Yuichiro Chino/Getty Images)
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O número de crimes digitais praticados este ano, no Brasil, cresceu 45% em relação ao ano anterior, somando cerca de 5 milhões de fraudes praticadas. De acordo com a Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), que produziu o levantamento, um em cada quatro brasileiros sofreu alguma tentativa de golpe, sendo que cerca de metade desses casos se consumaram.
Segundo a ADDP, as modalidades mais praticadas foram as de golpes bancários, phishing e golpes sociais, que são aqueles em que a engenharia social convence a vítima a tomar alguma atitude que lhe causa prejuízo financeiro.
“De certa forma, era previsível um aumento no número de golpes, pois o crime organizado migra cada vez mais para esse tipo de modalidade. As organizações percebem que o investimento pode ser menor do que aquele necessário para um grande assalto a banco ou outra instituição e o risco de prisão e mortes é incomparavelmente menor”, explicou o presidente da ADDP, Francisco Gomes Júnior.
O presidente também ressaltou que os golpes foram aperfeiçoados com o uso da inteligência artificial, que conseguem simular com perfeição a voz e até imagem de pessoas, o que torna qualquer pedido mais crível para quem o recebe.
“O prejuízo certamente é bilionário e em breve teremos um número mais definitivo, mas golpes do Pix, do falso contato bancário, que se combinam com roubos e furtos de celular com a tela desbloqueada contribuíram decisivamente para esse crescimento”, disse.
Além dos dados, a ADDP divulgou um alerta para despertar a atenção das pessoas para o desenvolvimento tecnológico empregado nos golpes. Segundo a Associação, as novas tecnologias tem potencial para nos confundir e criar interações que nos permite acreditar como verdadeiras, mas que podem ser apenas simulações com o objetivo de invadir os aparelhos, furtar os dados ou aplicar golpes em contas bancárias.




