O Dia Internacional da Mulher foi lembrado com atos em todos os Estados e no Distrito Federal, com milhares de pessoas pedindo o fim da violência contra as mulheres. Segundo o Fórum de Segurança Pública, o Brasil contabilizou 1.568 vítimas em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.
As mobilizações deste domingo (8) também registraram outras demandas, como o fim da escala 6×1 da jornada de trabalho, proposta atualmente em debate no Congresso, e o aumento da participação feminina na política nacional.
Os atos reuniram entidades, organizações da sociedade civil, grupos políticos, principalmente da esquerda, e movimentos feministas.
São Paulo
Na capital paulista, dois atos foram realizados na Avenida Paulista. Pela manhã, a manifestação contou com a presença de políticas como a vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabela Nardoni, morta pelo pai e pela madrasta em 2008.
Na parte da tarde, às 14 horas, outro grupo se juntou na Avenida Paulista para pedir o fim dos feminicídios.
Outras pautas também dominaram o ato como: melhores condições de trabalho e a retomada do aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte de São Paulo. O hospital de referência teve o seu serviço de aborto legal encerrado em dezembro de 2023 pela Prefeitura.
Cartazes e faixas também chamaram atenção também para a necessidade de políticas públicas mais eficazes.
Durante o ato na Paulista, um grupo de homens chegou a provocar as manifestantes.
A Guarda Civil Metropolitana foi acionada para conter a confusão e usou spray de pimenta para dispersar o grupo. O ato seguiu normalmente após o incidente.
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, o ato aconteceu em Copacabana, no mesmo bairro em que há poucas semanas uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo.
Na semana passada, a Polícia Civil prendeu quatro acusados e apreendeu um adolescente, considerado pela investigação como mentor dos crimes.
Durante o ato, na altura do Posto 3, representantes de grêmios estudantis do Colégio Pedro II, onde dois suspeitos estudavam, estavam presentes. Um cartaz mostrou o rosto dos jovens sob a inscrição “estupradores”.
Já na areia de Copacabana, mulheres da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fincaram cruzes com o lema “Parem de nos matar”.
Belo Horizonte
A capital mineira também contou com um ato. Centenas de manifestantes se reuniram na Praça Raul Soares, no centro. O protesto começou por volta das 9h e ocorreu por toda manhã.
Salvador
Na capital baiana, a marcha seguiu a mesma demanda dos outros atos: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”.
Distrito Federal
Na capital federal, manifestantes marcharam da Funarte até o Palácio do Buriti contra o feminicídio.
Outras capitais
Diversas cidades também registraram manifestações com o mesmo lema como: Belém, Cuiabá, Goiânia, Aracaju, Maceió, Natal, Palmas, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Manaus e Boa Vista.




