Os militares de Israel lançaram uma série de ataques aéreos contra os rebeldes hutis no Iêmen, uma facção político-religiosa apoiada pelo Irã, nesta quinta-feira, 19, matando pelo menos nove pessoas e deixando outras três feridas, de acordo com a mídia controlada pelo grupo.
Os ataques atingiram o porto de as-Salif e a instalação de petróleo de Ras Isa, ambos localizados na província ocidental de Hodeidah, além de duas usinas ao sul e ao norte da capital Sanaa, de acordo com a Al Masirah TV, a principal agência de comunicação administrada pelos houthis.
As forças israelenses disseram ter atacado “alvos militares” pertencentes aos hutis “na faixa costeira ocidental e nas profundezas do Iêmen”, depois de interceptarem um míssil disparado pelo grupo rebelde em direção a Israel.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram que o dispositivo lançado do Iêmen contra o centro do país foi interceptado durante a madrugada de quinta-feira. Destroços do míssil atingiram uma escola israelense, mas não houve relatos de vítimas.
“Quem levantar a mão contra o Estado de Israel, terá a mão cortada. Quem nos prejudicar, será prejudicado sete vezes”, disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em uma ameaça aos líderes hutis, que controlam as regiões mais populosas do Iêmen.
Ataques em série
Na quinta-feira, os hutis disseram ter realizado uma operação com dois mísseis balísticos visando dois “alvos militares sensíveis” na área de Yaffa, ao sul de Tel Aviv.
“A operação alcançou com sucesso seus objetivos”, afirmou um comunicado do grupo publicado pela agência de notícias estatal do Iêmen, Saba. “A agressão israelense não impedirá o Iêmen e os iemenitas de cumprir seu dever religioso e moral ao responder aos seus massacres na Faixa de Gaza.”
As tensões entre Israel e os hutis aumentaram após o início da guerra em Gaza. Os rebeldes iemenitas lançaram diversos ataques contra Israel e navios ligados ao país e seus aliados no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, importantes rotas comerciais marítimas, no que rotulam como uma campanha de solidariedade com o povo palestino.
Os hutis prometeram não parar de atacar Israel e seus aliados até que um acordo de cessar-fogo em Gaza seja firmado.


