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França faz homenagem a vítimas do ataque a Charlie…

Dez anos após o violento atentado contra a sede da revista francesa Charlie Hebdo, as autoridades francesas organizaram eventos nesta terça-feira, 7, em homenagem às vítimas dos ataques jihadistas que mataram 12 pessoas em Paris.

O presidente da França, Emmanuel Macron, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o ex-presidente François Hollande participaram de uma cerimônia nesta manhã em frente à antiga redação do semanário satírico, perto da praça da Bastilha. Durante a cerimônia, ambos depositaram flores no local onde fica uma pequena placa em memória do atentado e fizeram um minuto de silêncio.

O atentado

Em 7 de janeiro de 2015, os irmãos Chérif e Said Kouachi, franceses de origem argelina, invadiram a redação da revista, em Paris, e mataram a tiros 12 pessoas, incluindo um policial que estava do lado de fora do prédio. O episódio foi uma retaliação às ilustrações da publicação satírica sobre o profeta Maomé.

O ataque em 2015 marcou o início de uma série de atentados jihadistas na França e gerou o movimento global “Je Suis Charlie”, em defesa da liberdade de expressão. Desde então, mais de 250 pessoas foram mortas no país em decorrência da violência islâmica.

Defesa da liberdade de imprensa

Para marcar a data, a Charlie Hebdo lançou uma edição especial com 32 páginas sob o lema “Inquebrável!”, destacando na capa um leitor sorridente sentado sobre um fuzil. A revista continua sendo um símbolo da luta pela liberdade de imprensa, e hoje seus jornalistas trabalham sob fortes medidas de segurança e o local de sua sede permanece em segredo.

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“Hoje, os valores da Charlie Hebdo — como humor, sátira, liberdade de expressão, ecologia, secularismo, feminismo, para citar alguns — nunca estiveram tão ameaçados”, disse o editorial da revista.

Outros veículos franceses também homenagearam as vítimas do ataque. O jornal Libération trouxe a manchete “Liberdade, Liberdade Charlie!”, enquanto o Le Figaro alertou que o país ainda enfrenta a ameaça do terrorismo islâmico. O ministro do Interior, Gérald Darmanin, também declarou que o perigo continua presente.

Fonte Matéria

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