O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro**, colocou em evidência um dos projetos científicos mais promissores da atualidade na área de medicina regenerativa: o desenvolvimento da polilaminina.
A reunião, realizada em fevereiro de 2026, teve como foco a relevância estratégica da pesquisa nacional e o potencial impacto social da tecnologia, que busca estimular a regeneração de neurônios e favorecer a reconexão nervosa em casos de lesão grave da medula espinhal.
A descoberta e seu potencial transformador
A polilaminina é um biofármaco derivado da laminina, proteína naturalmente presente no organismo e fundamental para a estrutura celular. A proposta da pesquisa é criar uma espécie de “malha biológica” capaz de orientar o crescimento das fibras nervosas lesionadas, funcionando como um guia para a reconexão neural.
O potencial é significativo. Caso os estudos avancem com segurança e eficácia comprovadas, a tecnologia poderá abrir caminhos para que, no futuro, pessoas com tetraplegia ou paraplegia tenham possibilidade de recuperar movimentos comprometidos por lesões medulares — uma das condições mais desafiadoras da neurologia.
Especialistas destacam que a regeneração da medula espinhal sempre foi considerada um dos grandes desafios da ciência, justamente pela complexidade do sistema nervoso central e pela limitada capacidade natural de regeneração dos neurônios. Por isso, o avanço representa não apenas uma nova esperança terapêutica, mas também um marco científico.
Ciência nacional e impacto no SUS
Durante o encontro, foi ressaltada a importância do fortalecimento da pesquisa desenvolvida nas universidades públicas e da ampliação de investimentos em inovação biomédica. O diálogo também abordou a necessidade de garantir que, no futuro, soluções eficazes possam beneficiar pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a terapias de alta complexidade.
A aproximação entre o Governo Federal e a comunidade científica sinaliza reconhecimento institucional à produção acadêmica brasileira e reforça o compromisso com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de biofármacos estratégicos para o país.
Inovação com responsabilidade
Apesar do entusiasmo em torno da descoberta, pesquisadores e autoridades reforçam que todo novo tratamento precisa passar por rigorosas etapas de validação científica, testes clínicos e avaliação regulatória antes de ser disponibilizado à população.
O encontro simboliza, portanto, mais do que uma agenda institucional: representa a união entre ciência, política pública e responsabilidade social na busca por soluções capazes de transformar vidas.
A polilaminina surge como um exemplo de como o investimento contínuo em pesquisa pode posicionar o Brasil na linha de frente da inovação em saúde — com impacto direto na qualidade de vida de milhares de pessoas.
A docente é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, um biofármaco derivado da laminina — proteína natural do organismo — com potencial para estimular a regeneração de neurônios e favorecer a reconexão nervosa em casos de lesão grave da medula espinhal. A tecnologia atua formando uma espécie de malha biológica que orienta o crescimento das fibras nervosas lesionadas.




