Presidente e relator, respectivamente, da comissão especial que discute na Câmara o fim da escala 6×1, os deputados federais Alencar Santana (PT) e Leo Prates (Republicanos-BA), além de outros parlamentares do colegiado, receberam representantes de centrais sindicais no primeiro dia de trabalho do grupo, nesta terça-feira (5). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou do encontro.Segundo Alencar, os presentes na reunião falaram da pauta central do debate, a redução da escala de trabalho sem redução salarial, considerando sobretudo a mão de obra feminina, mais impactada pelo regime que prevê um dia de folga, em razão da sobrecarga doméstica. “Amanhã [nesta quarta-feira, 6] será o ministro Marinho. Na quinta-feira [7] será a primeira audiência no estado da Paraíba”, afirmou o presidente do colegiado sobre a agenda de trabalho.“Nós estamos construindo o texto a seis mãos. A ideia é continuar esse trabalho que nós iniciamos no ano passado, que é um trabalho de fortalecimento do diálogo com a sociedade. Nós precisamos entender que nós não estamos construindo o Brasil para nós agora, nós estamos construindo para os jovens”, disse Leo Prates. Ao O Estado CE, o relator afirmou na segunda-feira (4) que a discussão econômica vai alcançar também os setores produtivos, sobretudo os de serviço, comércio e indústria, entre outros.“Todo o setor produtivo que quiser contribuir para a construção do texto final. Principalmente os mais relacionados à atual escala: comércio e varejo; alimentação e hospedagem; serviços essenciais e terceirizados; e alguns setores da indústria”, afirmou na ocasião. “Têm duas premissas que o presidente Alencar e o presidente Hugo Motta colocaram como inegociáveis, que é o fim da escala 6 por 1 e a não redução salarial. Dentro dessas premissas, nós vamos tentar minorar o que tiver que ser minorado para o setor produtivo”, afirmou.A audiência que será realizada na Paraíba atende a pedido de Motta, eleitoralmente interessado na pauta. Há previsão de eventos do tipo em Minas Gerais e Mato Grosso, além de em outros estados. À reportagem, a assessoria de imprensa do relator afirmou que não há previsão de audiências no Ceará para discutir o fim da escala 6×1 dentro da proposta em tramitação na Câmara. O fim da escala requer a mudança de regime de seis dias trabalhados e um de folga semanal para cinco dias trabalhados e dois de folga, também semanal.- Publicidade –
(Por Kelly Hekally)


