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China e Rússia vetam na ONU intervenção militar no estreito de Hormuz

A China e a Rússia vetaram, nessa terça-feira (7), no Conselho de Segurança da ONU, uma resolução apresentada pelo Bahrein que previa o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito de Hormuz. A via marítima está bloqueada pelo Irã desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel.
A proposta tinha como objetivo reforçar a segurança da navegação em uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde passam 20% do gás liquefeito e do petróleo do mundo. Bahrein, com apoio de outras nações do Golfo e de Washington, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da resolução, em uma tentativa de contornar objeções. O esforço, porém, não foi suficiente para impedir o veto.
Uma resolução do Conselho de Segurança exige pelo menos nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e EUA. Com os vetos de Pequim e de Moscou, a proposta não pôde avançar. O texto recebeu o apoio de 11 países, e outros 2 se abstiveram.
Após a votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse que os países do Golfo lamentam a rejeição da medida. Com o conflito no Oriente Médio em sua sexta semana, países enfrentam custos crescentes de energia.
A menos que o estreito de Hormuz seja reaberto, pode ocorrer escassez de derivados de petróleo. Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem reiterando as ameaças contra o regime iraniano devido ao fechamento de Hormuz.

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