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Banco Nacional de Dados entre estádios deve ser criado até 2027

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quer implantar um Banco Nacional de Dados entre estádios para cruzar informações de torcedores que forem aos jogos e evitar que pessoas com impedimentos judiciais, como mandados de prisão, entrem. A medida também deve aumentar a presença de mulheres no estádio. A iniciativa deve ser coordenada pela Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro da CBF.- Publicidade –

O presidente da Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro da CBF, Mauro Carmélio Neto, esteve em Fortaleza nesta terça-feira (9), para o primeiro Encontro Nacional do Grupo de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), na Procuradoria Geral de Justiça, e explicou ao O Estado que a ideia é impedir o torcedor banido desde a compra dos ingressos.

“A CBF, preocupada com isso, vai, através dessa comissão que foi recém-criada, estabelecer que será criado um Banco Nacional de Dados de cadastro de torcedores para que, quando o torcedor estiver punido, ele vai estar punido em todo o território brasileiro. A operação e a operacionalização ainda estão sendo tratadas em reuniões, mas a ideia é que o torcedor, se ele estiver banido, não consiga sequer comprar o ingresso para ser feita essa busca dentro do sistema desse cadastro nacional, se ele vai estar impedido ou não, e caso ele esteja impedido, ele não consiga sequer comprar o ingresso para nem chegar até a catraca.”

Discussão nacional

O cruzamento nacional dos dados é um dos assuntos debatidos no primeiro Encontro Nacional do Grupo de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), coordenado pelo Ministério Público do Ceará (MP do Ceará). O evento que se estende até o fim desta terça-feira (9), culminando na partida do amistoso entre as seleções femininas do Brasil e dos Estados Unidos, para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontece na noite de hoje no Castelão.

O encontro discute experiências entre os grupos de atuação do MP do Ceará e órgãos de justiça, de segurança e entidades nacionais. O Procurador-Geral de Justiça do Ceará, Herbet Santos, argumentou que nesta reunião o MP do Ceará quer deixar um legado de combate à violência.

“O Ministério Público tem que combater de maneira muito firme e sem trégua a violência contra a mulher. Para além da violência contra a mulher, nós temos as outras formas de violência, no caso o racismo, nós temos que ter isso em mente também, o combate incessante ao racismo que acontece em todo o mundo […] Também combater os ataques homofóbicos, que infelizmente acontecem com muita frequência. Então, o Ministério Público quer deixar esse legado de combate às violências, de uma forma geral, mas também, além das violências, efetivar medidas.”

Fonte Matéria

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