Vice-presidente nacional do PT, o deputado estadual De Assis minimiza resultados recentes de pesquisa de intenção de votos da Real Big Data que colocam o presidente Lula (PT) em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
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“Você acha sério o presidente Lula ter empate com Caiado no segundo turno? Não é nada razoável. Não houve o processo eleitoral. Quem é que está debatendo as eleições? O mundo da política, o jornalista. Não há ainda na sociedade esse debate de comparação, de análise, de verificar o que se tinha, o que se tem”.
O parlamentar afirma que “no momento certo, nós vamos verificar a verdadeira pesquisa” e sinaliza que o partido está apostando nos mecanismos que a campanha eleitoral trará, como a propaganda na televisão, quando serão realizadas, aponta, comparações do antes e do pós do governo Lula 3, sem descarte de medidas tomadas pelas duas primeiras gestões do presidente, que foca em suas políticas de governo e em políticas públicas com foco na mobilidade social e econômica.
“Qual é a pauta que a direita tem apresentado, seja no emprego, na renda, seja seja nas questões da segurança, seja no enfrentamento ao crime organizado, na questão do enfrentamento ao sistema. Eu não tenho dúvida de que haverá um momento oportuno para a gente dizer ‘nós estamos a caminho de pleno emprego. Tinha uma renda da classe trabalhadora reduzida em 27%. Recuperamos e conseguimos ter aumento real de salário’”.
De Assis indica que a saída do Brasil do Mapa da Fome, o Minha Casa Minha Vida, a Farmácia Popular e o Pé de Meia, entre outras ações, serão apontados no momento eleitoral.
Enfrentamento à corrupção
“Vamos pegar no enfrentamento à corrupção. Quem votou a favor da PEC da blindagem, quem deu a possibilidade de 280.000 criminosos saírem com a redução de pena quando derrubaram o veto da dosimetria. Nesse momento, quando este debate estiver na pauta, as pessoas entendendo, compreendendo, aí nós vamos ter a verdadeira pesquisa”.
Para o parlamentar, a pauta do fim da escala 6X1, hoje com articulação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) para que seja aprovada, também deve trazer resultados positivos para a tentativa de reeleição de Lula, atualmente a única carta na mesa para o pleito de outubro com foco no Palácio do Planalto.
As declarações dadas por De Assis mostram que o foco de Lula será o voto dos eleitores mais vulneráveis. Questionado pela reportagem se considera viável uma vitória apenas com esse perfil de eleitor, o vice-presidente do PT diz que “não está falando só de povo vulnerável”.
“Nós estamos falando da sociedade brasileira, da classe média, dos setores das universidades, do mundo acadêmico. Não estou falando aqui fazendo uma linha de corte. O que nós estamos falando é para a sociedade brasileira. E essas conquistas não são só para apenas uma parcela. Elas vieram para a sociedade como todo”.
Redes sociais
O presidente Lula vem desde o início de sua terceira gestão sendo questionado pela atuação nas redes sociais, frente à performance digital de nomes da extrema-direita, sobretudo da família Bolsonaro.
Instigado sobre se haverá reação ou remodelação de ação diante de ferramentas que a oposição vem utilizando majoritariamente, como a IA, De Assis afirma estarem “esperando chegar a campanha”.
O deputado indica que a operação do Banco Master será utilizada pela campanha como mote para falar sobre combate à corrupção pelo presidente Lula.
“Nós estamos fazendo o enfrentamento do debate anti-sistêmico de debater questões como o papel do Judiciário, do Executivo, do Legislativo. Nós não estamos esperando chegar [a campanha]. O que nós não estamos fazendo é deixar de governar para fazer campanha política. Nós estamos na rua, no debate e no enfrentamento.
Sobre as articulações do fim da escala 6×1, De Assis cita o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, trabalhando de forma alinhada ao presidente da Câmara, Motta.


