– O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Na quarta, Lula chamou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para uma conversa no Planalto sobre um tema constantemente explorado pela oposição nas redes para desgastar o governo: a inflação de alimentos. O petista queria culpados — e acabou encontrando.
O ministro explicou que os eventos climáticos — seca em algumas regiões e excesso de chuva em outras — registrados no ano passado impactaram, de fato, o preço dos alimentos. Mas o grande vilão no cenário atual foi a escalada do dólar.
Fávaro não falou — e nem precisava –, mas é bom registrar que Lula tem especial responsabilidade pelo câmbio atual, impactado pela desconfiança do mercado sobre a política fiscal do governo. Se o dólar sobe, o preço das commodities vai junto — é jogo jogado.
Dito isso, o ministro apresentou ao presidente um olhar positivo sobre o ano. O país tem pela frente uma supersafra. Com uma oferta maior de produtos, o alívio nos preços será consequência.
Amparado em dados de diferentes setores, o ministro mostrou ao presidente que os preços atuais subiram, mas ainda são menores que os registrados em 2022, último ano de gestão de Jair Bolsonaro no Planalto.
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Na reunião com Lula, Fávaro afastou o risco de desabastecimento no país e negou que o avanço das exportações de proteína esteja influenciando no aumento dos preços da carne. “A inflação de alimentos não é um cenário para fazer drama. A gente exporta apenas o que está sobrando”, diz.
De posse desses dados, Lula vai encarregar o novo chefe da Secom, Sidônio Palmeira, de elaborar uma campanha sobre o preço de alimentos. O cenário está longe de ser o ideal para o consumidor, mas o bolsonarismo não tem muito o que falar sobre o tema, na avaliação do governo.




