A janela partidária deste ano, na qual deputados estaduais e federais podem mudar de partido sem perder seus respectivos mandatos, se encerra em exatos dez dias.
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O período iniciado no último dia 5 é o pontapé inicial para as acomodações eleitorais nas alianças, que via de regra tem como ponto de relevância a quantidade de mudanças de filiações de parlamentares, o que repercute como termômetro para que siglas componham suas respectivas chapas a assembleias legislativas e Câmara dos Deputados.
No Ceará, a “dança das cadeiras” tem se dado sobretudo nos bastidores, já que o pleito deve ser acirrado: além do cenário de tensão em torno do Governo do Estado, a candidatura ao Senado, tanto do lado da base de Elmano de Freitas (PT) quanto da oposição ao gestor, é motivo de mal-estar.
Enquanto, do lado de Elmano, o presidente do MDB Ceará Eunício Oliveira e o do Republicanos Ceará Chiquinho Feitosa são discretos em suas movimentações, os deputados federais José Guimarães (PT) e Júnior Mano (PSB) buscam se cacifar a céu aberto.
No último fim de semana, Júnior Mano, que sofre resistência de seus correligionários, que preferem que a legenda seja representada por Cid Gomes, em uma tentativa de reeleição ao Senado, afirmou em agenda em Sobral que há dentro da base aliada do governo “incômodo” com sua capilaridade política, referindo-se a uma tentativa de construção de aliança para que Elmano vença novamente.
No PSB, segundo o líder do partido na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado federal Marcos Sobreira, não houve impactos com a fala de Junior Mano. “[…] pelo menos no PSB está tranquilo”, apontou ao O Estado CE.
O parlamentar federal disse na semana passada a este jornal que não vai trocar de partido. No sábado (21), em Sobral, Júnior Mano afirmou que esperará, “com tranquilidade”, até julho deste ano a decisão se será o candidato ao Senado pelo PSB.


