O ministro do STF Flávio Dino (Fellipe Sampaio/SCO/STF)
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Desde que decidiu comprar briga, no STF, para garantir transparência aos pagamentos de emendas parlamentares no Congresso, o ministro Flávio Dino virou alvo de políticos de diferentes partidos.
Dino chegou a suspender o pagamento de emendas até que o Parlamento reformulasse as regras de controle e destinação de verbas aos municípios e governos estaduais. Recentemente, ele liberou os repasses a partir de determinadas condições que irritaram os políticos.
O fato de ter sido ministro de Lula, passou a ser citado para desqualificar as ações do magistrado, como se a exigência de rigor nos pagamentos fosse uma manobra para beneficiar o Planalto na disputa com o Legislativo pelo orçamento das emendas.
Para colegas de Dino no STF, essa narrativa só ganhou corpo por causa da incapacidade do governo de articular politicamente no Congresso e exigir boas práticas na organização das emendas. O próprio Dino, segundo um ministro ouvido pelo Radar, estaria insatisfeito com essa situação. “O Planalto evita briga com o (Arthur) Lira e deixa o Dino na fogueira”, diz esse ministro.
A avaliação, no STF, é de que ninguém quer prestar contas da verba que jorrou pelas emendas. “Se comprovar o destino final desse dinheiro, muita gente vai ficar exposta, no governo e na oposição”, diz um ministro do STF.




