Senadores críticos a Santiago Peña questionam o paradeiro dele enquanto o Congresso decide se aceita o pedido de renúncia ou se abre processo de impeachment. Congressistas comparam a situação do presidente paraguaio à do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), candidato derrotado na eleição brasileira que fugiu do país após perder para Lula (PT).
“Quero que os cidadãos saibam, há duas saídas para Santiago Peña. A primeira tem a ver com o processo de impeachment. Ele segue sendo presidente e, portanto, não pode sair do país sem autorização do Congresso. Quando terminar essa novela, Santiago Peña vai cumprir com a Justiça como qualquer cidadão”, afirmou Esperanza Martínez, do partido Frente Guasú.
“Se [Senado] aceita a renúncia, [ele] vai sair daqui como senador vitalício sem que nada possa tocá-lo. Vai pegar o avião que quiser, fazer o que fez [Flávio] Bolsonaro e ser recebido por algum governo amigo, e tem vários, e vai zombar de nós. O que vamos dizer ao povo quando ele estiver no exterior?”, disse Martínez durante declaração no Congresso paraguaio.
Pelo menos dois outros senadores questionaram se Peña ainda segue no país enquanto o Congresso ainda debate que decisão tomar. O Executivo não comunicou ao Legislativo sobre qualquer saída do chefe, segundo o presidente do Senado afirmou durante sessão nessa quinta-feira.
Suspensão
Deputados governistas deixaram a sessão conjunta do Legislativo nacional nessa quinta-feira, deixando o plenário sem quórum para continuar a votação que decidiria se o Congresso aceita a renúncia de Peña. Durante a votação, nominal, deputados começaram a deixar o salão em que o debate ocorria.


