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Governador diz que rede filantrópica vai seguir com tratamento do câncer no Ceará

O governador Elmano de Freitas (PT) disse que, apesar do investimento para expansão do tratamento contra o câncer no Ceará, com a construção de hospitais regionais, não descarta a continuidade dos serviços de luta contra a doença pela rede filantrópica.

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O gestor citou em agenda realizada no meio desta semana o exemplo da região do Cariri, “que tem tradição de entidade filantrópica”. “Se naquela região o mais próximo é o filantrópico será o filantrópico. Se o mais próximo é o público, [será no público]”, afirmou ao defender a continuidade do modelo.

Atualmente, estão em obras os complexos hospitalares regionais do Maciço de Baturité, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e Crateús e Iguatu, no Interior.

A perspectiva de um eventual segundo mandato, afirmou o gestor, é ampliar a cobertura do tratamento à doença, independente de se a estrutura é pública ou privada.

Segundo o Ministério da Saúde, o Estado tem 59 equipamentos filantrópicos de saúde. No início deste mês, a pasta federal anunciou contrato com previsão de 3.388 procedimentos gerais, com investimento de R$5,6 milhões de recursos federais.

“No estado, os contratos contemplam unidades nos municípios de Barbalha e Sobral. Do total de procedimentos previstos, 2.940 cirurgias serão realizadas no Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, em Barbalha, e 448 na Santa Casa de Misericórdia de Sobral”, diz nota do ministério.

Estratégia de ampliação
Segundo o Governo Federal, a estratégia de ampliação de contratação objetiva aumentar os atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS), “em troca de créditos que podem ser utilizados para abatimento de tributos federais, fortalecendo a oferta de serviços especializados e reduzindo o tempo de espera da população”, acrescenta o texto oficial.

O tratamento contra o câncer é um dos temas que o principal adversário de Elmano, Ciro Gomes (PSDB), tem pautado nesta campanha. Em debates eleitorais, o tucano chegou a afirmar que o Ceará está escasso em tratamento do tipo no Interior.

O governador rebate a fala, dizendo que cidades como Quixeramobim realizam tratamento e que o Governo do Estado tem atuado para ampliar a cobertura, sobretudo na radioterapia. A Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará tem em seu guarda-chuva 13 hospitais: oito em Fortaleza e cinco no Interior.

Na Capital estão Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA); Hospital Geral de Fortaleza (HGF); Hospital Infantil Albert Sabin (Hias); Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ); Hospital de Messejana Dr. Alberto Studart Gomes (HM); Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM); Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv); e Hospital Universitário do Ceará (HUC).

No Interior estão Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral; Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte; Hospital Regional de Itapipoca (HRI); Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim; e Hospital Regional do Vale do Jaguaribe (HRVJ), em Limoeiro do Norte, com previsão de ampliação em mais três.

A Sesa também é responsável pelo Hospital Dr. César Cals, que sofreu incêndio no final do ano passado e, segundo Elmano, será demolido para a construção de um novo.

A provável construção é alvo de críticas da campanha adversária, que chegou a chamar o gestor de “o governador demolidor”, durante sessão na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).

A unidade está fechada desde novembro. Para este ano, a promessa de Elmano é entregar o Hospital Regional de Crateús. Ao O Estado, o gestor afirmou que o funcionamento da expansão da unidade está previsto para acontecer logo depois da inauguração, entre este e o próximo mês.

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