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Elmano sobe tom contra oposição e acusa adversários de desinformação e fake news

O governador Elmano de Freitas subiu o tom nesta quinta-feira (13) contra o grupo oposicionista que concorre ao Palácio do Abolição neste ano, bloco liderado pelo ex-governador Ciro Gomes (PSDB).

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Em vídeo publicado em suas redes sociais, Elmano fala em desinformação e fake news e atribui, sem citar nomes, ambas as práticas aos adversários ao afirmar que há disseminação de informações falsas com o objetivo de “gerar engajamento”. A peça foi compartilhada três dias depois do primeiro debate de candidatos a governadores, realizado no domingo (15) pela Band TV.

“Tem gente que vive torcendo pelo pior. Distorce fatos, inventa fake news, tudo para ganhar cliques e engajamento. É o que acontece com grande parte da oposição abraçada ao bolsonarismo. Seja contra o presidente Lula, seja contra mim. Essa turma não tá torcendo pelo Ceará ou pelo Brasil. Prefere o fracasso, porque fracasso dá audiência para eles. Quando as coisas melhoram, ficam quietos. Quando aparece dificuldade, exageram sem contexto. E o pior, criam narrativas de ódio e medo para aparecerem como salvadores da pátria”, diz o governador em parte do vídeo.

“Eu quero alertar você, não caia nessa. Olhe os fatos e os números de verdade. A gente continua trabalhando e mostrando os resultados de forma clara, reconhecendo desafios, sem jamais maquiar a realidade. Não vamos deixar a mentira ocupar o espaço. Fique de olho. Oportunismo político não aguenta a luz dos fatos. A verdade é sempre o melhor caminho”, complementa.

Questionado pelo O Estado sobre se o vídeo seria reflexo de atos da pré-campanha que o gestor considera desinformação ou se há o objetivo de alerta da campanha para os próximos meses, o coordenador-geral da campanha de Elmano no Ceará, Chagas Vieira (PDT), argumenta que a oposição tem realizado uma pré-campanha com inverdades.

“O alerta do governador é sobre todos esses episódios que tem ocorrido mais recentemente, como o caso da morte desse policial, que o Ciro, o Capitão Wagner e toda essa turma foi fazer vídeos dizendo que tinham sido facções sem sequer a polícia fazer investigação e depois descobriu que […] era um crime passional”.

O caso a que o primeiro suplente na chapa da deputada federal Luizianne Lins (Rede) ao Senado se refere é o de um soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) encontrado morto na terça-feira (11) após ser vítima de carbonização. A investigação aponta para um crime passional, já que envolve uma soldada da PM e o marido. A suspeita é de que ambos os policiais tinham um caso extraconjugal e que o marido da PM teria descoberto.

“Estado paralelo”
Procurado, o presidente da Federação União Progressista (Federação UPB), Capitão Wagner, se limitou a dizer que suas declarações sobre o caso estão publicadas em vídeo postado no início desta semana. Na peça, Capitão Wagner descreve a morte do soldado e chama quem realizou o crime de “bandidos”.

“[…] Foi abordado por bandidos que o mataram e trouxeram para esse terreno e atearam fogo no policial ainda de farda da Polícia Militar. É o crime que não tem medo do estado. É o crime que desafia as autoridades. É o crime que comanda e cria o estado paralelo aqui no estado do Ceará. Enquanto isso, o governador disse que a gente vive o melhor momento de segurança da história”, argumenta Capitão.

O candidato ao Senado diz também que o estado“Então eles sempre fazem isso para aterrorizar a população. É um método na verdade”, continua Chagas. O ex-secretário chefe da Casa Civil, referindo-se a integrantes do grupo bolsonarista no Ceará, capitaneados pelo presidente estadual do PL, o deputado federal André Fernandes, como “eles”.

“Eles usam de fake news, e o Ciro está seguindo o mesmo caminho, de gravar esses vídeos para a população, distorcendo fatos muitas vezes. Então, o que a gente quer, na verdade, o que o governador alertou é que as pessoas estejam atentas para combater essas fake news”.

Chagas complementa as argumentações afirmando que deseja ações “de uma forma honesta nessa campanha” por parte da oposição e critica os adversários se referindo ao PL como extrema direita e afirmando que o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro “hoje é aliado do Ciro”. Procurada, a assessoria de Ciro Gomes não respondeu às citações até o fechamento deste conteúdo. 

Fonte Matéria

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