O ex-prefeito de Fortaleza e candidato à vice-governador do Ceará, Roberto Cláudio (União), afirmou, neste sábado (1º) ao O Estado, estar confiante em uma decisão favorável da Justiça Eleitoral no impasse envolvendo o apoio da Federação União Progressista no Ceará (UPB) no pleito deste ano. A fala foi dita durante o lançamento de candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado, bem como a candidatura de RC ao lado do tucano como vice.
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O imbróglio gira em torno se a Federação vai apoiar o nome do ex-ministro ao Palácio da Abolição, ou se cada sigla terá autonomia para escolher qual postura adotar nas eleições deste ano. Marcado para a última quinta-feira (30), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) adiou o julgamento. A decisão que vai deliberar o destino da federação deve sair nesta terça-feira (4).
Questionado pelo Estado sobre o fato do deputado federal Moses Rodrigues (União) ter comparecido em agendas recentes ao lado do atual governador do Estado e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), Roberto comentou a queda de braço envolvendo as legendas na Justiça. O presidente do diretório municipal do União Brasil em Fortaleza disse que a Federação tem “direito líquido e certo” sobre a decisão.
“Não há dubiedade. Tanto a lei que rege as federações quanto o regimento interno preveem que é a federação, e não os partidos individualmente, que define a composição da chapa majoritária e a indicação de nomes”, disse o ex-prefeito.
Roberto Cláudio também afirma acreditar que a disputa é uma tentativa de pressão política sobre o Judiciário. “Tudo isso é produto da pressão, da intriga e da intervenção imoral do Camilo e de seus representantes na Justiça”, declarou.
O vice da campanha de Ciro Gomes (PSDB) também sustenta, em sua fala, que confia na atuação do Judiciário cearense e disse estar otimista quanto ao julgamento. “Confio muito não só no nosso direito, que é excelente, como também na Justiça cearense”, afirmou.
Ele voltou a criticar a suposta atuação de adversários políticos, classificando-a como “completamente imoral, inadequada e desrespeitosa com os juízes e com o tribunal”, além de nomear a postura adotada pelos adversários como “antidemocrática, ilegal e imoral”.


