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Ministério Público Eleitoral defende validade da decisão da Federação União Progressista – Ceará Notícias

O Ministério Público Eleitoral manifestou-se contra a anulação da coligação majoritária “Unir para Mudar” e das indicações de Ciro Gomes ao Governo do Ceará, Roberto Cláudio para vice-governador e Capitão Wagner ao Senado.

O posicionamento consta em manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral apresentada no processo que será julgado nesta quinta-feira (30/7) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. A ação questiona a decisão da Federação União Progressista de integrar a chapa oposicionista.

No documento, o Ministério Público defende, inicialmente, que o processo seja extinto sem análise do mérito por considerar inadequada a via jurídica escolhida pelos autores da ação.

Caso essa preliminar seja rejeitada pelo TRE-CE, a Procuradoria manifesta-se, de forma subsidiária, pela improcedência dos pedidos de anulação da coligação e das candidaturas majoritárias.

O parecer defende a manutenção da deliberação tomada pela direção estadual da Federação União Progressista, que aprovou o apoio a Ciro Gomes e indicou Roberto Cláudio e Capitão Wagner para a composição da chapa.

A controvérsia começou porque as convenções individuais do União Brasil e do Progressistas sinalizaram apoio à Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, responsável pela candidatura de Elmano de Freitas à reeleição.

Posteriormente, a convenção da Federação União Progressista, estrutura que reúne os dois partidos, decidiu seguir caminho diferente e integrar a coligação liderada por Ciro Gomes.

Os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas recorreram à Justiça Eleitoral argumentando que a convenção da federação não poderia contrariar as decisões tomadas individualmente pelas duas legendas.

A União Progressista sustenta que as federações partidárias funcionam como uma única agremiação e que, por isso, a deliberação da convenção da federação deve prevalecer sobre as decisões isoladas dos partidos integrantes.

O parecer do Ministério Público não representa a decisão final e não obriga os desembargadores a seguirem o mesmo entendimento. O posicionamento, entretanto, fortalece juridicamente a tese apresentada por Capitão Wagner, Roberto Cláudio e pelos dirigentes que defendem a permanência da federação na oposição.

Caberá agora ao plenário do TRE-CE decidir se mantém a convenção que colocou a União Progressista na chapa de Ciro Gomes ou se acolhe o pedido formulado pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas.

Fonte Matéria

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