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“A urna é sua, é do Brasil”, diz Cármen Lúcia pelos 30 anos das urnas eletrônicas no Brasil

Nesta segunda-feira (4), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comemora os 30 anos em que as urnas eletrônicas foram impostas para o cenário eleitoral, tornando atualmente os processos que demandavam tempo mais rápidos, como a apuração de votos, garantindo segurança no âmbito político e, sobretudo, nas eleições.

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Em 1996, quando as urnas foram distribuídas no Brasil, cerca de 32 milhões de brasileiros votaram nas urnas eletrônicas pela primeira vez durante as eleições municipais. A tecnologia foi implementada em todas as capitais e nos municípios com mais de 200 mil eleitores. Apesar da urna eletrônica ter completado três décadas, sua utilização já era prevista no Código Eleitoral de 1932, mas com outro modelo da “máquina de votar” quase centenário, citado no documento.

Em evento no TSE que celebrou as três décadas da urna eletrônica, a ministra Cármen Lúcia reforçou a importância da tecnologia para o Brasil. “Nós estamos completando, neste mês de maio, 30 anos em que nós votamos numa urna eletrônica… Antes se assinava em uma cédula e se colocava em uma urna que era de lona e esta urna era conduzida a um local onde, então, aqueles votos eram contados um por um pelas pessoas designadas”, iniciou a ministra.

“A urna é sua, é do Brasil. E são vocês que têm que defendê-la. Porque é a defesa da democracia feita por todos nós, todos os dias. Para que sempre nós tenhamos um voto que represente o que nós queremos. E que o Brasil seja cada vez mais o que cada um e todos nós queremos”, complementou.

A urna eletrônica possuiu 14 modelos, que com o passar dos anos, foram desenvolvidas com atualizações no sistema, pela equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral. Um ano antes de cada eleição, órgãos como universidades, Polícia Federal e partidos políticos, analisam o programa utilizado, e com a aprovação, uma cópia lacrada é guardada no cofre do TSE, as demais são deslocadas para os tribunais regionais de cada estado.

Assim, o momento da votação oficial, quando a tecla confirma é acionada, o voto é guardado aleatoriamente em uma tabela de registro digital do voto, não identificando o eleitor. Ao final da votação, o mesário digita uma senha e o sistema da urna faz contagem de votos, impressos no boletim de urnas, com o resultado acessível a todos.

Por Letícia Saraiva, estagiária sob supervisão de editores

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