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Israel ignora cessar-fogo e ataca Líbano, que fala em quase 300 mortes

Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito. O saldo, segundo a Defesa Civil libanesa, é de pelo menos 254 mortos e 1.165 feridos. Teerã ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.
O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado do Irã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região.
Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo “em todos os lugares” onde há conflito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Beirute não faz parte do acordo. O vice de Trump, J. D. Vance, afirmou posteriormente que os EUA não haviam concordado com incluir o Líbano na trégua e declarou que “os iranianos precisam dar o próximo passo ou Trump tem opções para voltar à guerra”. Ele ainda instou o regime do Irã a negociar “seriamente” e repetiu que “se eles [iranianos] quebrarem o acordo, verão sérias consequências”.
O Exército de Israel informou ter feito uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a Capital Beirute, descrevendo a operação como o “maior ataque” à infraestrutura do grupo desde o início da guerra. A Defesa Civil do Líbano afirmou que entre os mortos estão dezenas de profissionais de saúde.
A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.
Mais cedo, ontem, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar “as frentes de resistência” no Líbano, no Iêmen e no Iraque.
O Hezbollah afirmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado. O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país. A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv.

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