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Policial tentou matar casal no Ceará após recusa do empréstimo de moto

O policial militar Juciclebson Ítalo Souza do Nascimento, de 35 anos, preso após abandonar o serviço e tentar matar um casal em Parambu, no Ceará, na última segunda-feira (2), teria cometido o crime após a recusa das vítimas em emprestar uma motocicleta, segundo um documento que o g1 teve acesso.

“A [testemunha] informou a policial militar que o custodiado teria solicitado o empréstimo de uma motocicleta, tendo a pretensão sido recusada, circunstância apontada como possível motivação para a conduta violenta. Tal versão foi posteriormente confirmada pela própria vítima, quando já estava em atendimento médico”, diz um trecho do documento.

Após o crime contra o casal, Juciclebson ainda rendeu uma mulher com a arma da corporação e roubou a bicicleta dela para fugir do local.

“O agente, policial militar armado, abandonou posto sensível da Administração Pública durante a madrugada, deslocou-se até zona rural e efetuou múltiplos disparos no interior de residência, atingindo duas vítimas desarmadas. […] Após os disparos, o custodiado teria subtraído bicicleta mediante grave ameaça para viabilizar fuga, demonstrando persistência delitiva em curtíssimo espaço temporal”, consta do documento.

O militar foi preso no local onde deveria estar de serviço. Ele foi autuado por dupla tentativa de homicídio, roubo majorado e abandono de posto.

Nesta terça-feira (3), Juciclebson teve a prisão preventiva decretada durante a Audiência de Custódia. Na ocasião, o juiz destacou que a medida era necessária para a garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal.

“A situação é ainda mais grave, pois o autuado, durante sua jornada de trabalho e enquanto deveria estar protegendo a sociedade, utilizou-se de recursos do Estado, notadamente a arma de fogo da corporação, para cometer um crime”, afirmou outro trecho do documento.

No interrogatório, o policial negou os crimes, mas apresentou contradições. Ao solicitar a liberdade provisória do soldado, a defesa dele alegou que o agente faz acompanhamento psiquiátrico e uso de medicação. A justificativa, no entanto, não foi aceita pela Justiça para a concessão de medidas cautelares.

“O contexto fático revela conduta violenta reiterada, desencadeada por motivo torpe, com sucessivos disparos de arma de fogo no interior da residência das vítimas, utilização de munição de alto impacto, vasta quantidade de cápsulas deflagradas e projéteis espalhados pelo local, perfurações em paredes e móveis e expressiva presença de sangue no ambiente, circunstâncias que afastam a hipótese de reduzida lesividade e evidenciam violência armada persistente, direcionada contra pessoas desarmadas em ambiente domiciliar. Tais circunstâncias evidenciam a inadequação de medidas cautelares diversas”.

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