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Bolsistas do Qualifica Maracanaú denunciam intimidações, precarização e atrasos no programa

Bolsistas vinculados ao programa Qualifica Maracanaú denunciam uma série de problemas relacionados à execução do projeto, que vão desde possíveis intimidações por parte da coordenação até a precarização das condições de trabalho e atrasos recorrentes no cumprimento das obrigações do programa.

De acordo com os relatos, trabalhadores bolsistas afirmam não ter direito a férias, 13º salário ou garantias trabalhistas básicas, mesmo cumprindo jornadas regulares e atividades contínuas. Além disso, há denúncias de que os participantes estariam sendo obrigados a comparecer a aulas e atividades em dias tradicionalmente destinados ao descanso, como aos sábados, sob ameaça de punições.

Segundo os denunciantes, a ausência nessas atividades pode resultar em descontos na remuneração e até mesmo em ameaça de desligamento do programa, o que gera um clima de medo e insegurança entre os bolsistas.

Atrasos e responsabilidade da gestão

Outro ponto crítico levantado pelos trabalhadores diz respeito aos atrasos no pagamento das bolsas e na organização das atividades, situação que, segundo eles, se repete ao longo do programa. Os bolsistas atribuem a responsabilidade diretamente à coordenação e à gestão administrativa do Qualifica Maracanaú, que seriam responsáveis pelo planejamento, cronograma e cumprimento dos compromissos assumidos.

A falta de comunicação clara sobre datas de pagamento, mudanças repentinas na agenda e a ausência de canais formais de diálogo agravam a situação, impactando diretamente a subsistência dos participantes, muitos dos quais dependem exclusivamente da bolsa como fonte de renda.

Especialistas em políticas públicas de qualificação profissional destacam que, embora programas de bolsa não configurem vínculo empregatício formal, cabe ao poder público garantir condições dignas, previsibilidade financeira e respeito aos direitos básicos, evitando práticas que se assemelhem à exploração da mão de obra.

Cobrança por transparência e revisão do programa

Os denunciantes cobram que a Prefeitura de Maracanaú e os responsáveis diretos pelo Qualifica Maracanaú apurem as denúncias, revejam o modelo de funcionamento do programa e adotem medidas que assegurem tratamento humano, transparente e respeitoso aos bolsistas.

Eles defendem que a proposta de qualificação profissional é importante e necessária, mas alertam que a execução atual compromete a credibilidade do programa e coloca em risco a dignidade dos trabalhadores envolvidos.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da coordenação do programa ou da Prefeitura de Maracanaú sobre as denúncias de intimidação, precarização e atrasos. O espaço segue aberto para manifestação dos responsáveis.

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