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Antes de morrer, Manoel Carlos explicou por que nunca deu uma Helena à Lilia Cabral: “Não adianta”

Lilia Cabral e Manoel Carlos. (Foto: divulgação/Globo)

A morte de Manoel Carlos neste sábado (10), aos 92 anos, reacendeu o legado das famosas Helenas — personagens que marcaram época e mudaram a carreira de muitas atrizes. E uma curiosidade em relação a isso envolve Lilia Cabral, que mesmo tendo atuado em diversas novelas do autor, nunca viveu uma dessas protagonistas. Porém, antes de morrer, o próprio Maneco explicou a razão por trás disso, e deixou claro que nunca teve a ver com falta de admiração, mas justamente com o talento da atriz em outro tipo de papel.

No especial Tributo a Manoel Carlos, exibido pela Globo em 2024, o autor não conseguiu gravar um depoimento inédito, mas enviou uma carta, lida por Lilia no programa. Nela, explicou por que a atriz nunca foi uma Helena — papel que já passou por nomes como Lilian Lemmertz, Maitê Proença, Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni, Taís Araujo, Bruna Marquezine e Julia Lemmertz. “As pessoas muitas vezes me perguntam por que ela nunca fez a Helena. Porque ela, para mim, é a antagonista ideal”, escreveu Maneco, dizendo que seria difícil encontrar alguém à altura para enfrentá-la caso fosse a mocinha.

O autor também fez questão de frisar que as personagens de Lilia não eram vilãs no sentido clássico. “Ela nunca foi vilã. Ela tinha razões pra ser do jeito que ela era. Então, nas minhas novelas, todas elas, ela fez quase todas e sempre se destaca. Não adianta dar papel pequeno pra Lilia. Ela fica grande”, afirmou.


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A parceria entre os dois rendeu personagens importantes em quatro novelas: História de Amor (1995), como Sheila; Laços de Família (2000), como Ingrid; Páginas da Vida (2006), como Marta; e Viver a Vida (2009), como Tereza. Lilia não esteve em outras tramas de Manoel Carlos porque já estava envolvida em projetos como Anjo Mau, Chocolate com Pimenta e Império.

No mesmo tributo, Taís Araujo fez uma observação curiosa: para ela, Lilia Cabral foi a verdadeira Helena de Viver a Vida. Segundo a atriz, Tereza reunia muito mais características típicas das protagonistas de Manoel Carlos do que a Helena que ela interpretou. “Quem tinha a maior característica de Helena era a Lilia Cabral”, afirmou, dizendo que sempre sentiu que o papel combinava mais com a colega.

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Taís também falou sobre os desafios enfrentados por sua Helena, a primeira e única negra da lista. Diferente das outras, a personagem era jovem, solteira, sem filhos e bem-sucedida como modelo internacional. “Era difícil aceitar uma negra bem posicionada, sem justificar por que ela estava ali”, refletiu, ao comentar a resistência e a rejeição que a personagem sofreu na época.

Fonte Matéria

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