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“Eu tenho um Oscar e ele é um idiota velho”: Astro do cinema foi um pesadelo dos bastidores deste filme premiado – Notícias de cinema

Diretor renomado de Hollywood revela segredos conturbados de um dos filmes mais importantes do século passado.

Se todos os grandes nomes de Hollywood resolvessem contar as histórias mais escabrosas que presenciaram ao longo da carreira em livros, seria possível encher uma livraria diferente por décadas. Se juntando às ótimas anedotas de Steven Spielberg e James Cameron, Jean-Jacques Annaud resolveu contar mais detalhes sobre os bastidores de um dos maiores sucessos de sua carreira, O Nome da Rosa.

No fim de semana, durante uma masterclass no Festival de Cinema Lumière, o cineasta falou sobre um dos processos mais exaustivos da produção de um longa-metragem: a escalação de elenco. Em sua carreira, o realizador francês foi responsável por apoiar a ascensão de grandes astros da indústria cinematográfica, como Sean Connery e Brad Pitt.

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“Eu nunca escrevo pensando em um ator, porque um personagem muitas vezes evolui; alguém que começa com 60 anos pode acabar se saindo melhor aos 35… Não quero me prender. Espero até que minhas ideias estejam claras”, disse Annaud. “Os únicos dias em que chego em casa exausto são os dias em que faço as audições.”

Ele detalha o processo:

“Muitas vezes, percebo que não vai dar certo assim que a porta se abre. Eu sinto isso. Mas também sei que o ator à minha frente pode trabalhar em outros projetos no futuro, então me esforço muito para ter uma ideia de quem ele é. Nunca pergunto o que ele fez, estou mais interessado no que se passa entre nós”, explicou ele que disse atender cerca de 30 ou 40 pessoas por dia nessas ocasiões.

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“Atores muitas vezes sentem medo, principalmente quando são muito famosos. Atuar é uma profissão de fragilidade. Nós [os diretores] somos como touros, investindo para fazer nossos filmes, enquanto eles têm essa fragilidade humana que precisamos destacar e proteger”, disse ele.

A maior decepção de Jean-Jacques Annaud

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Antes da exibição de O Nome da Rosa, o diretor revelou um dos seus maiores problemas em um set em 60 anos de carreira, um mal-estar nos bastidores do longa de 1986. “Todos me avisaram que Sean Connery era um personagem impossível e extremamente difícil. Ele era um sonho e eu me dei muito bem com ele”, contou. “Minha única lembrança ruim de um ator em toda a minha carreira, e acho que já dirigi milhares de atores, foi F. Murray Abraham, que interpretou o inquisidor.”

“Ele era péssimo, não tanto comigo, mas com o Sean. Ele dizia: ‘Eu ganhei o Oscar, e ele é um velho idiota’. Os dois chegavam atrasados ​​porque o Sean não queria esperar o F. Murray, e o F. Murray não queria esperar o Sean… era como o pátio da escola.”

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As coisas pioraram quando Murray fez uma petição para que Connery fosse expulso do SAG, o sindicato dos atores. No último dia de filmagens, o intérprete do inquisidor se atrasou após fazer compras e, como dizem, o caldo engrossou ainda mais. “Ligamos para lembrá-lo de suas obrigações contratuais, mas ele se recusou a vir. Ele deveria estar lá às 7h e apareceu ao meio-dia”, disse Annaud.

O cineasta completa: “Ele veio me procurar e eu disse: ‘Sem problemas, adiamos seu último dia de filmagem para o final das filmagens. As pessoas lá são advogados e oficiais de justiça, você está violando seu contrato. Você vai ficar aqui e pagar suas despesas do seu próprio bolso’. Ele olhou para mim e disse: ‘Touché’. Ele ficou por conta própria e filmamos sua cena final no último dia.”

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