O ministro do STF Alexandre de Moraes (Carlos Moura/STF)
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Relator do inquérito que apura a existência, forma de financiamento e o meio de atuação do chamado “Gabinete do Ódio”, o ministro Alexandre de Moraes decidiu prorrogar a apuração, nesta segunda, por mais 180 dias.
Moraes também autorizou a oitiva de 20 pessoas citadas na apuração, além da complementação da análise das informações obtidas mediante a quebra de sigilo fiscal e bancário dos investigados e o término das diversas diligências em andamento na Polícia Federal.
Segundo revelou Mauro Cid em sua delação premiada, o chamado “gabinete do ódio” operava dentro do Palácio do Planalto — uma sala sem janela e sem controle de entrada no terceiro piso, próximo ao gabinete presidencial — com o objetivo de produzir informações falsas para atacar adversários e desafetos do então presidente Jair Bolsonaro. O grupo era formado por Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz, citados por Cid em depoimentos na Polícia Federal.
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Tomaz e Gomes foram nomeados assessores especiais do gabinete pessoal do presidente em janeiro de 2019, no início do governo Bolsonaro. Já Diniz ocupava um cargo na Secretaria de Comunicação. Esse núcleo, ainda segundo Cid, tinha “relação de subordinação” com Carlos Bolsonaro, que “ditava” o que deveria ser produzido e propagado em redes sociais como Intagram e o X.
O grupo, segundo Cid, também fazia contato com influenciadores para eles replicarem determinadas notícias com o objetivo de gerar engajamento nas redes.
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