O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a Manaquiri, no Amazonas, atingido por seca histórica (Ricardo Stuckert/PR)
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Há três meses, o presidente Lula anunciou, durante uma viagem ao Amazonas, a criação de uma Autoridade Climática contra desastres ambientais.
“O nosso objetivo é estabelecer as condições para ampliar e acelerar as políticas públicas a partir do Plano Nacional de Enfrentamento aos Riscos Climáticos Extremos. Nosso foco precisa ser a adaptação e preparação para o enfrentamento a esses fenômenos. Para isso, vamos estabelecer uma autoridade climática e um comitê técnico cientifico que dê suporte e articule implementação das ações do governo federal”, disse Lula no dia 10 de setembro.
O anúncio ganhou as manchetes da imprensa como uma resposta imediata do governo petista aos graves efeitos da seca e das queimadas em diferentes regiões do país e das inundações na Região Sul. Nada, no entanto, aconteceu depois disso.
Disputas internas no governo, pelo poder e controle do novo órgão, impediram que a palavra de Lula fosse, de fato, cumprida. A incapacidade da gestão petista em implementar o que anuncia virou motivo de críticas até entre apoiadores do presidente. “Autoridade climática? Até a cascata da Janja (na Granja do Torto) ficou pronta antes”, ironiza um aliado. Que maldade.




